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Mitologia Havaiana


Mitologia Havaiana

  A mitologia Havaiana é considerada um subconjunto da Mitologia da Polinésia. Acredita-se que as características dessa mitologia tenha se desenvolvido antes de 1800 e o seu  culto se “extinguiu” no século  19, sendo resgatado pelos movimentos pagãos da atualidade.

A religião Havaiana

 Os havaianos antigos reverenciavam vários Deuses, fantasmas, elfos, espíritos amistosos e criaturas que viviam em constante mudança, podendo ser amigáveis ou hostis com os seres humanos. Quando os missionários chegaram no Havaí, descobriram que os Havaianos denominavam as suas estátuas de Akua, que fora traduzido como “Deus”. Contudo, os Havaianos também denominavam como Akua objetos que não tinham nenhuma conexão divina. Para entender melhor é preciso perceber que Akua significa “"uma idéia em ação plenamente formada”, que seria uma ideia ativa se manifestando no plano físico.
 Para cultuar os Deuses, eles cantavam, dançavam Hula e utilizavam o tambor Pahu para fazer sons fortes durante os seus rituais e festejos dedicado aos Deuses.

Os Deuses da Mitologia Havaiana


  Ranginui, ou Rangi, é o Deus do céu na mitologia Havaiana. Casado com Papatuanuku, Deusa da terra, ambos mantinham o céu e a terra. Rangi fecundou Papatuanuku e dessa união nasceu vários outros Deuses, como Tane e Tangaroa. As chuvas se formam através das lágrimas de Rangi.

  Papatuanuku é a mãe terra da Mitologia Havaiana, casou-se com Rangi e se tornou a mãe dos primeiros Deuses dessa mitologia. Rangi se aproximou de Papatuanuku, conseguindo conquista-la e quando os seus filhos nasceram ambos se separaram. Em relação a isso, Papatuanuku mudou a cor da sua pele para vermelho sangue.


Tangaroa é o primogênito de Papatuanuku e Rangi, considerado a personificação dos mares, dos peixes e repteis. Com um temperamento agressivo, Tangaroa causa grandes ondas que devasta cidades e afunda barcos de pescadores. A sua esposa, Hina, o abandonou.


Tane é o Deus da floresta, irmão de Tangaroa. Dizem que ele foi o responsável pela separação de Rangi e Papatuanuku, quando Tangaroa lhe pediu para criar um tronco gigantesco que separa-se os dois. Tane é um Deus mais pacifico do que o seu irmão Tangaroa, mas em uma certa época do ano Tane teria se acasalado com várias árvores formando criaturas perigosas, como dragões e serpentes do mar. Os seres humanos ficaram preocupados com as criações do Deus e suplicaram por sua piedade. Atendendo aos seus pedidos, Tane criou para si uma esposa de areia.


Pele é a Deusa do vulcão, das danças, do amor e da violência. Ela se apaixonou por Lohiau com quem viveu por muitos anos, mas acabou matando-o quando pensou que a sua irmã teria lhe roubado. Ela é considerada uma Malihini, ou seja, uma Deusa que migrou para o Havaí depois da colonização polinésia.



Lono é o Deus do Céu, sendo considerado menor do que Rangi que seria o Pai do céu e de todos os Deuses. Lono personifica a agricultura e a sua vinda para terra acontecia no inverno, quando ele começava a fertilizar as terras. Os havaianos faziam festivais dos campos em sua homenagem. No restante do ano, Lono permitia que Ku reina-se em seu lugar. Ele é um Deus da trintade Havaiana composta por Lono, Ku e Kane.




Ku é o Deus da guerra, ele reinava durante oito meses na ausência de seu irmão Lono. Ele instigava os seres humanos a sentir cobiça, inveja e ira. Em alguns relatos Ku teria povoado a terra com a ajuda de Lono e Tane.




Kane é o Deus dos alimentos, das plantas silvestres, da selva e das florestas. Pai da Deusa Pele e de suas irmãs. Os seus dons se abrangem a medicina, a criação da madeira e plantas medicinais.



Laka é a Deusa da Fertilidade, da dança e da reprodução. Ela é a responsável pela criação do Hula e teria compartilhado os seus conhecimentos em relação a dança  com o jovem Lohiau.



Kapo é a Deusa da feitiçaria, considerada outra Deusa do Hula e teria aprendido as informações sobre a dança com a sua irmã Laka.



Haumea é a Deusa dos nascimentos e da fertilidade. É uma grande feiticeira, se renovando todos os dias ao renascer. Ela é a mãe da Deusa Pele, Namaka e Kapo, seus filhos nasciam de várias partes do seu corpo. Em alguns mitos ela é retratada como Papatuanuku, esposa de Rangi.


Namaka é a Deusa do mar, uma das inimigas da Deusa Pele que também é a sua irmã.



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